Computadores e equipamentos com capacidade de aprender.

Varias pesquisas estão sendo realizadas para desenvolver uma tecnologia capaz de simular as funções do cérebro humano, como as de aprender e lembrar.
A IBM juntamente com a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA) construiu dois protótipos de um circuito integrado chamado de “chip neurosynaptic” baseado no funcionamento dos neurônios e sinapses do cérebro.
Os chips têm capacidade de simular 256 neurônios. Um chip tem 262144 sinapses programáveis e o outro contém 65536, que possibilitam lembrar e aprender com suas próprias ações.
Pesquisadores da IBM utilizaram os núcleos computacionais para experimentos em navegação, visão de máquina, reconhecimento de padrões, memória associativa e classificação.
A Intel também esta desenvolvendo uma nova geração de computadores com capacidade de apreender com seus usuários e de se “moldar” as suas necessidades.
A pesquisa está sendo realizada com dois institutos de tecnologia de Israel, a Technion e a Universidade Hebraica, em Jerusalém.
Como exemplo de aplicações deste tipo de tecnologia, a empresa cita a situação de uma pessoa que tenha o costume de esquecer freqüentemente os objetos, como chaves. O computador embutido no celular, ou qualquer outro tipo de plataforma portátil, terá a capacidade de aprender (por ter registrado, em uma espécie de memória visual, onde o objeto de fato havia sido deixado) que seu dono tem essa dificuldade, e com o tempo, passará a monitorar seus deslizes, para lembrá-lo de onde estão as chaves do carro, o guarda-chuva e etc.
O Google anunciou recentemente ter criado uma das maiores redes neurais para computadores ao conectar mais de 16.000 processadores com o objetivo de aprender por conta própria na internet. Em um dos experimentos a rede de computadores reconheceu um elemento bem popular postado na web por meio de fotos e vídeos, os gatos. Com base em milhões de imagens o “cérebro” do computador montou uma imagem digital de um gato, permitindo desta forma reconhecer suas características gerais, assim como acontece no córtex visual do cérebro humano.
“Durante o treinamento, nós nunca dissemos: ‘isso é um gato’”, explicou Jeff Dean, da equipe do Google. “Ela basicamente inventou o conceito de gato”
Estas novas tecnologias, segundo os pesquisadores, irão redefinir o modo de operação de um computador, saindo de um modelo de decisões baseado no sim ou não para um modelo holístico capaz de adaptação e aprendizado.

Artigo enviado pelo Colunista: Roberto Felix


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