Outro dia, enquanto surfava com meu controle remoto na busca de um bom programa de TV para assistir, me deparei com o final de uma entrevista sobre adoção. A psicóloga entrevistava esclarecia o significado de “adoção” e reforçava que não basta ter filhos, é preciso adotá-los. Segundo ela, adotamos não só crianças, como também amigos, parceiros… Adotamos a vida. A adoção, além de ser um ato de amor, é ter nas mãos a possibilidade de mudar realidades.
A palavra “adoção” ficou em minha mente por dias e, após várias pesquisas sobre o assunto, consegui compreender que a adoção não pode ser encarada apenas como um fenômeno operacional, pois é algo que vem de dentro. Uma rápida busca pela internet me faz conhecer vários projetos sobre adoção. Adote um Rio, Programa Adote uma Praça, Programa Adote uma Nascente, Projeto Adote uma Árvore, Projeto Adote uma Espécie e Programa Adote uma Floresta com Araucária foram alguns dos projetos que conheci.
No geral, os projetos são de Educação Ambiental (EA) envolvendo a sensibilização, conscientização e a mobilização da comunidade. Dentre as etapas estão à formação e capacitação de equipes e monitoramento do trabalho, por meio da verificação do comprometimento da comunidade no desenvolvimento do projeto.
Quem adota está sensibilizado e está sendo solidário. Solidariedade, segundo o dicionário Aurélio é “sentido moral que vincula o indivíduo à vida, aos interesses e a responsabilidade de um grupo social, nação ou da própria humanidade”.
Peixes no Rio Pinheiros
Uma matéria publicada no Portal do Governo do Estado de São Paulo afirma que nas águas negras e malcheirosas do Rio Pinheiros poderá, em 2011, ter peixes. Essa é a estimativa otimista dos técnicos da Secretaria de Saneamento e Meio Ambiente de São Paulo e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), que prometem até o fim do ano bloquear cerca de 60% de todo esgoto que vem sendo despejado no rio.
“A despoluição do Pinheiros é fundamental por questões ecológicas, urbanísticas e econômicas”, afirma a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena. Para que a vida volte às águas do Pinheiros, no entanto, a secretaria ainda precisa construir um sistema de flotação capaz de acelerar a limpeza do rio. A ideia é fazer três estações de flotação – na altura do Cebolão, na Usina de Traição e na Usina Pedreira – com capacidade para limpar um volume de água superior a 40 m³ por segundo. O método exige que o curso do Pinheiros seja invertido, o que significa que o rio passará a desaguar na Represa Billings, em vez de seguir rumo ao Tietê. Com isso, existe a preocupação de que o principal reservatório de água da capital fique ainda mais poluído.
Em princípio, todo rio deveria ter peixe, ter vida. Se não tem peixe e nem tem vida é porque suas águas estão poluídas e inadequadas para diversos usos, inclusive humano. Adotar o Rio Pinheiros, por exemplo, é entender também a relação da vida com a água, é entender a relação do peixe com o rio.
Portanto, que os moradores, a sociedade civil organizada, os empresários e os gestores possam incorporar uma nova postura em relação à questão ambiental. Vamos abraçar boas práticas, vamos revitalizar nossos pensamentos e adotar sim uma criança como também adotar um lago, um rio, um parque… Adotar a ética, a responsabilidade de cuidar de si, do outro e de preservar a vida.











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