A Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrou em vigor no País com a Lei Federal Nº 12.305, faz um ano na próxima semana. Qual impacto na situação concreta das cidades, que a nova lei já conseguiu alavancar? Quais são os principais gargalos e potencialidades para tratar dos resíduos? Para esclarecer essas e outras questões, a Associação Casa da Cidade promove na terça-feira (2/8), às 19 horas, debate com a presença de Nabil Bonduki, do Ministério do Meio Ambiente – Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano; Elizabeth Grimberg, do Instituto Polis; e Roberto Rocha, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). A política definiu para todos os níveis de governo e para os particulares, os princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações a serem adotadas com vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos. Disciplinou a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais, além de estabelecer diretrizes para reduzir a geração de lixo e combater a poluição e o desperdício de materiais descartados pelo comércio, pelas residências, pelas indústrias, por empresas e hospitais.
Também trata da Logística Reversa, um conjunto de ações, procedimentos e meios para estimular e facilitar a coleta, tratamento e reaproveitamento em novos produtos, insumos, visando a não geração de rejeitos. Apoio aos estados e municípios, com assessoria técnica e financiamento, apoia a implementação nos municípios.
“O Brasil gera por dia cerca de 180 mil toneladas de resíduos. Somente 30% é lixo seco. A coleta regular não chega nem a 2% desse total”, informou Nabil Bonduki, Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente do Ministério do Meio Ambiente -. Conforme informações do governo federal (Portal Brasil) atualmente, 59% dos municípios brasileiros dispõem seus resíduos em lixões, com impactos ambientais significativos, além dos altos custos, que comprometem de maneira significativa os orçamentos municipais.
A situação do Brasil é bem diferenciada em relação a outros países. Ranking elaborado pela CEMPRE ilustra estas desigualdades e potencialidades: em 2002, o Brasil reaproveitava (compostagem + reciclagem) 9,5% do lixo coletado, enquanto na Dinamarca este índice já era46%. Já na reciclagem de latas de alumínio, o Brasil estava em 78% enquanto os EUA 49%.
A potencialidade econômica para um grande número de trabalhadores que vive da coleta, e tem se profissionalizado cada vez mais neste trabalho, é extremamente significativa no combate a desigualdade social e erradicação da pobreza, meta que o país assumiu recentemente. Conheça mais sobre o tema: http://separeolixo.com
Informações: Associação Casa da Cidade. Rua Rodésia, 398, Vila Madalena (SP). Fone: (11) 3814-3372. Site: www.casadacidade.org.br.











Comentários