Neste artigo vou continuar escrevendo sobre adubação.
Levando em consideração a origem dos nutrientes existem dois tipos de fertilizantes, os orgânicos e os inorgânicos.
O adubo orgânico é aquele cujos elementos químicos são provenientes da decomposição de material de origem animais ou vegetais, os mais conhecidos e utilizados são o esterco, torta de mamona e farinha de osso, já os adubos químicos são obtidos a partir da extração mineral ou refino de petróleo (Ex, fosfatos, cloretos, NPK).
Cada tipo tem suas vantagens e desvantagens, os adubos orgânicos, por exemplo, quando utilizado em estado solido podem entupir os espaços entre as raízes e o substrato da planta dificultando a aeração das raízes outro inconveniente é que o acumulo de matéria orgânica decomposta forma um ambiente propicio a fungos e bactérias nocivas a orquídea.
A vantagem principal da adubação química é a de não sobrarem resíduos orgânicos no substrato, mas poderão acumular sais não absorvidos no substrato, o que pode causar queima das raízes.
A escolha do tipo de fertilizante vai depender das necessidades de sua planta.
Como iniciante eu costumo utilizar e recomendar os fertilizantes líquidos tipos NPK (veja artigo anterior com detalhes de cada elemento NPK).
As proporções que eu costumo utilizar são as seguintes:
Plantas adultas – Fertilizante liquido NPK 20-20-20, diluído em água nas proporções recomendadas pelo fabricante e pulverizado sobre as folhas.
Plantas adultas – Fertilizante liquido NPK 30-10-10, diluído em água nas proporções recomendadas pelo fabricante e pulverizado sobre as folhas.
A época de floração – Fertilizante liquido NPK 10-30-15, diluído em água nas proporções recomendadas pelo fabricante e pulverizado sobre as folhas.
Vou listar abaixo algumas regras ou “dicas” básicas para a correta adubação das nossas orquídeas:
1- Evite fazer a adubação nas horas mais quentes do dia, de preferência ao horário da manhã e procure regar as orquídeas na véspera da adubação.
2- Procure manter uma regularidade entre os espaços das adubações, se forem semanais ou quinzenais faça sempre no mesmo dia escolhido e não pule as datas.
3- Não adianta utilizar doses grandes de fertilizantes, pois as plantas têm um limite para absorção, procure utilizar a quantidade indicada pelos fabricantes e mantenha a regularidade. Concentrações menores do que as indicadas não são prejudiciais e algumas pessoas costumam diluir em uma quantidade maior de água e borrifar as plantas diariamente já a quantidade maior que a indica pode prejudicar as plantas.
4- A água tem um papel fundamental na adubação, evite utilizar água clorada e se for utilizar deixe descansar em um balde por um dia antes da adubação. O ph da água é outro elemento que exerce papel fundamental na disponibilização dos macro e micronutrientes. O intervalo de pH geralmente aceito é 5.4 a 7.0 para a água de irrigação e 5.2 a 6.3 para a solução do substrato.











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