Poesia de jornalista ambiental sobre espécie ameaçada de extinção vira música e vai para a segunda fase do “São Judas Music Festival”.

Boto

A jornalista e ambientalista Rosi Cheque transformou em poesia a história do boto cor de rosa, espécie até então ameaçada de extinção. Onze anos depois, os versos “Lendas da paixão” passaram por algumas adaptações e foram musicados por Roberto Tchêrê. Hoje, a música está na “Segunda Fase do São Judas Music Festival 2013”. 

No dia 9 de novembro, das 10 às 18 horas, as 35 bandas classificadas (sete de cada uma das cinco Categorias) vão apresentar suas músicas e talentos perante o Júri Oficial e o público em geral, no Auditório do Térreo, da Universidade São Judas – Unidade Mooca, SP. 

Segundo a comissão organizadora, o júri selecionará dez bandas para a Fase Final, sendo duas de cada categoria. Os quesitos de julgamento são: arranjo, letra, presença de palco e personalidade. As notas variam de cinco a dez para cada quesito. Os conjuntos classificados se apresentarão num show especial dos Titãs, no Salão Nobre do Clube Atlético Juventus, na noite de 30 de novembro. As bandas que conquistarem as maiores notas de suas categorias serão as vencedoras.

Boto cor de rosa

Dados preliminares publicados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) garante que o número de espécies ameaçadas de fauna no Brasil vai aumentar drasticamente na próxima lista oficial que está sendo elaborada pelo governo federal. A meta é avaliar o status de conservação de 10 mil espécies até 2014. O boto cor de rosa, por exemplo, saiu de “espécie ameaçada” para “espécie em perigo”.

Para a jornalista Rosi Cheque é um orgulho ter um poema seu musicado. “O boto é o único golfinho que vive em água doce. Em 2002, li uma reportagem sobre sua matança desenfreada, entrando para a lista de espécies ameaçadas de extinção. Tudo porque a população de botos da região do rio Tapajós estaria sendo dizimada por motivos torpes e por pescadores desinformados. Dentre os motivos da matança, o fato dos botos estragarem as redes, comerem e espantarem os peixes”, disse. 

Reza a lenda que o boto aparece como um homem elegante, de chapéu, pronto para seduzir as donzelas e moças desacompanhadas. Alguns moradores dos rios da Amazônia quando não conseguem descobrir a paternidade de alguma criança sempre colocam a culpa no boto. Alguns pescadores de Santarém tratam os botos como bichos de estimação. 

Artigo enviado pela Colunista: Rosi Cheque


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