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Protesto contra as propostas do atual governo paralisa rua em frente à Prefeitura de Barueri.

Nesta tarde de sexta-feira (24) professores da cidade de Barueri organizaram um protesto pacífico em frente à Prefeitura para discutir sobre a Reforma da Previdência (que propõe idade mínima de 65 anos para se aposentar, contribuindo com pelo menos 25 anos), terceirização (que autoriza o trabalho terceirizado para qualquer tipo de atividade) e a reforma do ensino médio (proposta que dá a liberdade para os alunos decidirem quais matérias são relevantes para sua formação, excluindo da grade curricular obrigatória matérias como História e Geografia), impostas pelo atual governo Temer.

Os discursos feitos por grupos de professores da rede pública falavam sobre os malefícios que tais propostas podem trazer para a vida dos cidadãos comuns em geral e sobre a necessidade do povo de se reunir e lutar por seus direitos. Pouco tempo após o início do protesto a rua foi interditada pelo Demutran, bloqueando a passagem de carros e ônibus.

O político Saulo Góes (PSOL) estava dando apoio aos professores. Em breves palavras, Saulo diz que é necessário dizer não a Reforma da Previdência. Sobre a cidade de Barueri, afirma que é necessário pulso forte para que a gestão seja realizada com seriedade. “Barueri, neste domingo completa 68 anos, mas o que temos para comemorar? Os funcionários públicos não tiveram aumento, houve um plano de carreira mentiroso, que não traz nenhum benefício”, disse. Além disso, acrescentou sobre um déficit de mais de 100 milhões de reais no hospital de Barueri, e a dificuldade de agendamento e atendimento de consultas e cirurgias por falta de especialistas. E acrescenta: “Não é necessário apenas reclamar. É preciso ir às ruas e lutar pelos seus direitos.”

O professor Jéba, que leciona História, ao ser questionado sobre a reforma do ensino médio compara esta medida com o filme Tempos Modernos, de Charlie Chaplin, e diz: “A reforma do ensino médio nada mais é que o tecnicismo em sala de aula, pois quando se retira matérias básicas como História, Filosofia e Sociologia você está podando o aluno de fazer uma reflexão crítica e real da sociedade.” O professor diz também que esta proposta é uma pequena parte de um contexto histórico de maldade, em que se limitam gastos públicos e investimentos em educação, segurança, saúde e transporte público. Em seguida entra a terceirização, que, entre linhas, tira inúmeros direitos dentro da CLT, já que os trabalhadores prestarão constantemente serviços temporários. Como último ato, têm-se a Reforma da Previdência, onde o trabalhador irá trabalhar durante toda a sua vida, e dificilmente conseguirá se aposentar. Para encerrar, Jéba acrescenta: “Um dos maiores crimes que existe, que eu nunca vi em nenhum outro lugar da história, é fazer com que a pessoa possa se aposentar com benefício integral após 49 anos de registro na carteira. Isto é um conjunto de crimes e a sociedade não pode ficar além disso.”


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