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14/05 a 18/05
FUTEBOL
Com o tri paulista, Santos deixa de vez rótulo de ‘viúva do Pelé’.
Peixe comemora sua 20ª conquista estadual (a quinta desde 2006). Em dez anos, nove títulos. Desde os anos 60, Alvinegro não vencia tanto.
O rótulo de “viúvas do Pele” definitivamente não serve mais para irritar os santistas. A brincadeira feita pelos adversários e que atormentou os torcedores alvinegros por muito tempo, principalmente na época de vacas magras, entre os anos 70 e 90, não pode ser feita por mais ninguém. Com Neymar, Ganso & Cia., o Peixe conquistou neste domingo, após bater o Guarani na decisão, nada menos do que o terceiro título consecutivo do Campeonato Paulista.
Com a geração de Neymar, são cinco títulos nos últimos três anos. Além do tricampeonato paulista conquistado neste domingo, o Alvinegro venceu a Copa do Brasil de 2010 e a Taça Libertadores do ano passado. Até então, o Peixe só havia sido conquistado o torneio continental com Pelé em campo (1962 e 63).
Essa nova fase de glórias, porém, não começou com o craque moicano e seus amigos, mas antes, em 2002, com a geração de Robinho e Diego. Desde então, são nove títulos em dez anos: dois Brasileiros (2002 e 2004), Copa do Brasil (2010), Libertadores (2011) e cinco Paulistas (2006, 2007, 2010, 2011 e 2012).
Entre a despedida de Pelé, em 1974 e o Brasileirão 2002, foram 28 anos com apenas dois campeonatos paulistas (1978 e 1984) e conquistas menores que não serviram para tirar o time da fila, como a Copa Conmebol de 1998 e o Torneio Rio-São Paulo de 1997. Um título brasileiro em 1995, disputado em final contra o Botafogo, poderia quebrar está má fase, mas uma arbitragem muito polêmica de Marcio Rezende de Freitas manteve o Alvinegro Praiano na fila.
A campanha do Tri
O Santos venceu o Campeonato Paulista sem grandes dificuldades, mesmo tendo dividido as atenções da competição com a Taça Libertadores. Na primeira fase, o time se classificou na terceira colocação, com 39 pontos ganhos. Após um começo complicado – na quinta rodada o time estava em décimo – o Peixe não parou de crescer. No início, o time entrou em campo com os reservas, já que os titulares tiveram o retorno das férias atrasado por conta da disputa do Mundial de Clubes, ano passado.
Foram 12 vitórias, três empates e apenas quatro derrotas
Nas quartas de final, o adversário foi o Mogi Mirim: vitória por 2 a 0. Na sequência um clássico diante do São Paulo: 3 a 1, com show de Neymar, que marcou os três gols. Pela terceira vez consecutiva, o Peixe despachou o Tricolor na semifinal. A decisão foi em duas partidas, ambas no Morumbi. Na primeira, 3 a 0 e na finalíssima 4 a 2.
Na campanha do Paulistão foram 23 jogos – 16 vitórias, três empates e quatro derrotas. 58 gols marcados e 21 sofridos.
Perfil do time campeão
O time tricampeão mantém entre seus titulares cinco campeões de 2010: os zagueiros Edu Dracena, Durval, o volante Arouca, o meia Paulo Henrique Ganso e Neymar. Além deles, outros jogadores ainda fazem parte do elenco desde aquela temporada: o lateral-esquerdo Léo, hoje reserva de Juan, mas que foi titular há dois anos, e o goleiro Rafael, que era reserva de Felipe em 2010 e hoje é o dono da posição.
Com um elenco de qualidade, o time passou por mudanças ao longo do Campeonato Paulista. O atacante Borges, por exemplo, era titular no início da competição. Sem fazer tantos gols como no ano passado, ele perdeu a posição para Alan Kardec. De tanto entrar bem e marcar, Kardec acabou assumindo o posto.
Esta não foi a única mudança no time. Outros jogadores importantes perderam espaço e conviveram com o banco de reserva. Elano e Ibson revezaram entre o time titular e o reserva. O primeiro começou jogando mais, mas perdeu espaço.
Nas laterais a mesma coisa. Na esquerda, Juan chegou do São Paulo e ficou com a vaga que era de Léo. Na direita, Fucile vinha crescendo, mas se lesionou na reta final da competição e perdeu a posição para Maranhão. Nos últimos jogos quem está atuando improvisado no setor é o volante Henrique.
VÔLEI
Brasil supera espera de seis meses, vence Peru e se garante em Londres.
Seleção não toma conhecimento das rivais e é campeã do Pré-Olímpico.
Quando a queda veio, no Japão, o medochegou na sequência. Campeãs olímpicas, não passava pela cabeça das brasileiras ficar fora dos Jogos de Londres. A segunda chance viria seis meses depois, em casa. E nem foi tão difícil assim. Em um Pré-Olímpico Sul-Americano enfraquecido tecnicamente, o Brasil sobrou. Nem mesmo o Peru, apontado como único rival que poderia dar trabalho, ousou atrapalhar. Em uma final tranquila em São Carlos, a equipe de José Roberto Guimarães venceu por 3 sets a 0 (25/12, 25/16 e 25/9), ficou com o título e garantiu seu lugar nas Olimpíadas.
Com o resultado, o Brasil aumentou seu número de atletas confirmados em Londres: passou de 199 para 211. O Peru ainda terá uma última chance de ir aos Jogos. Como o Quênia desistiu de participar do Pré-Olímpico Mundial por falta de condições financeiras, as peruanas herdaram a vaga e brigará ao lado de potências como Rússia, Sérvia e Cuba, em Tóquio, a partir do dia 19 de maio.
A comemoração, mais uma vez, foi ao som de sertanejo. Ainda em quadra, todas as jogadoras festejaram a vaga dançando “Tchu, Tcha, Tcha”.
Antes de o Brasil entrar em quadra, a Venezuela teve trabalho para vencer a disputa por terceiro lugar. Depois de sair atrás no placar, conseguiu a virada em 3 sets a 2, parciais 18/25, 25/20, 20/25, 26/24 e 15/13.
- Eu fiquei muito feliz. Nós sabíamos que não seria fácil. Mas ganhar essa vaga dentro de casa é importante – disse Fernanda Garay, principal pontuadora da partida, com 15 pontos.
O próximo compromisso do Brasil é no Grand Prix. A seleção, que está no grupo D, estreia contra a Itália, no dia 8 de junho, em Lotz, na Polônia.
O jogo
Após erro de recepção das peruanas, Adenízia só precisou empurrar para o chão para marcar o primeiro ponto da partida. As rivais mostravam qualidade pelas pontas e chegaram a ficar em vantagem (3/2). À beira da quadra, Zé Roberto reclamava das constantes falhas de defesa de sua equipe. Thaísa resolveu no braço e, em duas pancadas, fez 6/4 para a seleção. Só que o Peru, ao contrário dos rivais anteriores, era um time mais ousado. Em um bloqueio de Diana Soto, voltou a ter a vantagem: 9/8.
Mas, no ritmo de Fernanda Garay e Sheilla, o Brasil cresceu. E logo a seleção abriu sete pontos de vantagem no placar (17/10). A partir daí, ficou fácil. As peruanas se perderam e passaram a errar quase tudo o que tentavam. Como no último ponto, quando Daniela Uribe mandou seu ataque para fora: 25/12 para as brasileiras, em 22 minutos.
No bloqueio de Adenízia e Jaqueline, o Brasil abriu o segundo set em vantagem. Com o mesmo ritmo do fim da parcial anterior, logo fez 7/0 com extrema facilidade. O bloqueio, que cometeu falhas no primeiro set, passou a funcionar. Assim como os ataques pelas pontas. Em 15 minutos, o Brasil já estava onze pontos à frente.
As peruanas tentaram a reação. E, ao marcarem quatro pontos em sequência, as visitantes animaram sua pequena torcida no ginásio, que cantava “Sí, se puede”. Só que nada disso foi suficiente para desconcentrar as brasileiras. Mesmo com o melhor momento das rivais, as donas da casa fecharam o segundo set em 25/16, em saque para fora de Daniela Uribe.
Foi depois de um erro da mesma Daniela Uribe que o Brasil largou na frente na última parcial. Mas as peruanas mantiveram o ritmo da pequena reação do set anterior e chegaram a ficar à frente no placar: 6/5. As donas da casa se recuperaram e foram para o primeiro tempo técnico em vantagem (8/6).
As peruanas se esforçavam, mas as brasileiras não permitiam o erro. Já aos gritos de “É campeão!”, o Brasil abriu 24/9. Uma das melhores jogadoras em quadra, Fernanda Garay mandou uma pancada no bloqueio rival e torceu. Quando a bola caiu do lado de fora da quadra, a comemoração: a vaga em Londres, enfim, estava garantida.
GLOBOESPORTE.COM.BR: http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2012/05/brasil-passeia-arrasa-o-peru-e-garante-vaga-em-londres-2012.html
AUTOMOBILISMO
Maldonado leva Williams e Venezuela a vitória histórica no GP da Espanha.
Diante da torcida, Alonso é 2º, e Raikkonen completa pódio. Punido, Massa chega apenas em 15º, e Bruno Senna abandona após batida com Schumi.
Histórico é pouco para definir o domingo de Pastor Maldonado. Após conquistar sua primeira pole, herdada com a punição que jogou Lewis Hamilton para o fim do grid, o venezuelano teve sangue frio para administrar a vantagem sobre o piloto da casa, Fernando Alonso, e venceu o GP da Espanha, quinta etapa da temporada 2012. Aos 27 anos, Maldonado levou seu país pela primeira vez ao alto do pódio e conduziu a tradicional Williams de volta aos dias de glória, justamente no fim de semana em que a equipe celebrou os 70 anos de seu fundador, Sir Frank Williams. A última vitória da escuderia de Grove tinha sido há quase oito anos, por coincidência com outro sul-americano, o colombiano Juan Pablo Montoya, no GP do Brasil, em outubro de 2004.
Fernando Alonso, da Ferrari, garantiu o segundo lugar e igualou os 61 pontos de Sebastian Vettel, da RBR, que ultrapassou Hamilton e Nico Rosberg nas voltas finais para completar a prova em sexto e manter a ponta do campeonato pelo critério de desempate. Kimi Raikkonen, da Lotus, chegou a se aproximar de Alonso no fim, mas cruzou em terceiro lugar e é o quarto na classificação geral, com 49 pontos. E a rivalidade ficou apenas na pista. No alto do pódio, os campeões mundiais Alonso e Raikkonen ergueram Maldonado, celebrando a entrada do venezuelano no hall de vencedores da F-1.
Se o fim de semana foi de fortes emoções para Maldonado e Alonso, o mesmo não se pode dizer para seus respectivos companheiros de equipe, os brasileiros Bruno Senna e Felipe Massa. Bruno largou apenas na 17ª posição e viu a prova acabar cedo, na 13ª volta, após ser atingido pela Mercedes de Michael Schumacher. A corrida também não foi boa para Felipe Massa. O piloto da Ferrari até largou bem de 16º e ganhou cinco posições na primeira volta, mas foi punido com um drive through (passagem pelos boxes) por excesso de velocidade sob bandeira amarela e terminou apenas em 15º.
Com cinco pilotos diferentes vencendo as cinco primeiras provas do ano, a temporada 2012 iguala o recorde de 1983, quando Nelson Piquet (Brabham), John Watson (McLaren), Alain Prost (Renault), Patrick Tambay (Ferrari) e Keke Rosberg (Williams) faturaram as cinco provas iniciais. Além de Maldonado, na Espanha, venceram também em 2012 Jenson Button (McLaren) na Austrália, Alonso (Ferrari) na Malásia, Nico Rosberg (Mercedes) na China e Sebastian Vettel (RBR) no Bahrein.
A Fórmula 1 volta à pista de 24 a 27 de maio, para o GP de Mônaco, sexta prova do Mundial 2012. A tradicional etapa nas ruas do principado terá transmissão ao vivo do treino classificatório e da corrida pela TV Globo e em Tempo Real pelo GLOBOESPORTE.COM. Os treinos livres serão transmitidos pelo SporTV.
Alonso bate Pastor na largada
Diante da torcida espanhola, Alonso usou a experiência e o fato de largar do lado de dentro para tomar a ponta de Maldonado logo na primeira curva. O mesmo conseguiu Raikkonen sobre o companheiro de Lotus, Romain Grosjean, para assumir o terceiro lugar. Os brasileiros largaram bem: Massa subiu de 16º para 13º, e Bruno, de 17º para 15º. O piloto da Ferrari conseguiu mais duas posições na primeira volta, enquanto o da Williams voltou para sua colocação de origem. Após perder a pole e ter sair no fim do grid, Hamilton ganhou quatro posições na largada.
Na briga pela liderança, Alonso abriu 2s sobre Maldonado no início e manteve vantagem até o primeiro pit stop. O espanhol parou nos boxes na 11ª volta e recuperou a ponta com a parada do venezuelano na passagem seguinte. Enquanto isso, Hamilton optou por retardar a parada nos boxes e ganhou posições. Na 11ª volta, o inglês já era o sexto colocado, mas caiu para 14ª após o primeiro pit, na volta 15
Bruno e Schumacher batem
Duas passagens antes, a corrida acabava para Bruno, após batida com Schumacher(confira no vídeo ao lado). O brasileiro, que havia sido tocado uma volta antes por Grosjean no fim da reta principal, posicionou a Williams levemente para a direita no mesmo local e retornou para frear e fazer a tomada da curva. O alemão se confundiu, atingiu em cheio o carro de Bruno e acabou na brita. Com o pneu traseiro esquerdo furado e o aerofólio danificado, Bruno tentou voltar aos boxes, mas também abandonou metros depois. Visivelmente irritado, Schumacher esbravejou no rádio: “Idiota”, culpando o brasileiro pelo acidente. Senna retrucou: “Óbvio que ele vai me culpar, ele nunca vai se culpar pelo acidente”.
Venezuelano recupera liderança após parada nos boxes
A Williams deu o pulo do gato na segunda rodada de pits e Maldonado assumiu a liderança da prova. Enquanto Alonso perdia tempo com o retardatário Charles Pic (punido por não respeitar a bandeira azul), o venezuelano parou nos boxes antes que o espanhol e ainda anotou a melhor volta em seu retorno à pista. Alonso fez seu pit na volta seguinte e voltou apenas 7s atrás do rival. Alonso tirou boa parte da diferença na terceira rodada de pit stops. Maldonado foi para os boxes na 42ª volta, enquanto o espanhol permaneceu na pista anotando voltas rápidas com pneus duros. Após fazer sua terceira parada na 45ª, o piloto da Ferrari voltou a menos de 2s do venezuelano.
Alonso chegou a ficar a menos de 1s de Maldonado, mas o piloto da Williams conseguiu voltar a abrir nas voltas finais para receber a bandeira quadriculada em primeiro, com 3s de vantagem. Depois de perder contato com o venezuelano em razão dos pneus gastos, o espanhol ainda viu o finlandês Raikkonen se aproximar, mas conseguiu assegurar a segunda colocação. O resultado só não deu a liderança do campeonato a Alonso porque Vettel se recuperou após levar um drive through, ultrapassou Hamilton a três voltas do fim e Rosberg na última passagem. Com os mesmos 61 pontos do espanhol, manteve a ponta da tabela pelo critério de desempate. Também punido com drive through, Massa cruzou em 15º. Após largar do fim do grid em razão da punição no treino classificatório, Hamilton completou a corrida de recuperação em oitavo.
Confira a classificação final do GP da Espanha:
1- Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1h39m9s145
2 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 3s195
3 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 3s884
4 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 14s799
5 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 1m14s641
6 – Sebastian Vettel (ALE/RBR) – a 1m17s576
7 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 1m27s919
8 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 1m25s200
9 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 1m28s100
10 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) a 1 volta
11 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) a 1 volta
12 – Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) a 1 volta
13 – Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) a 1 volta
14 – Paul Di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1 volta
15 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 1 volta
16 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) a 1 volta
17 – Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) a 1 volta
18 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) a 2 voltas
19 – Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) a 3 voltas
Abandonaram:
Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) na 38ª volta
Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) na 36ª volta
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) na 23ª volta
Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) na 13ª volta
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) na 13ª volta
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